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Pe. Reginaldo Manzotti: “Sou um milagre de Nossa Senhora Aparecida”

09/10/2018

Da Redação | Aleteia

Foto: Divulgação

Publicado por: Vilmar Ramos

 

O Brasil está em festa com a chegada do dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país. Em outubro de 1717, a Imagem foi encontrada por João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, no rio Paraíba do Sul. Acharam primeiro o corpo e, depois, a cabeça da Imagem.
 
Após esse encontro, os três humildes e benditos pescadores foram recompensados com uma prodigiosa pescaria. Aos pés da imagem pequena e escura de terracota, com 36 cm, uma nação dobra-se em veneração à Mãe do Brasil e em profunda adoração a Jesus, Nosso Salvador.
 
Recebemos, no dia 03 de outubro, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, no qual sou pároco reitor, para as celebrações de nossa Mãe.
 
Faço questão de celebrar e exaltar, pois sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida.  Sou o milagre vivo de uma oração de minha mãe que, ao me ver nascer sufocado pelo cordão umbilical, após ter sido batizado às pressas, fui consagrado a Nossa Senhora Aparecida. Em minha alma trago eterna gratidão: nos lábios, os louvores e no meu segundo nome, a marca daquela que intercedeu a Jesus e salvou minha vida: meu nome de batismo é Reginaldo Aparecido Manzotti.
 
Não há um momento da minha vida que eu não consiga enxergar Nossa Senhora me protegendo e amparando. E não consigo compreender como em alguns momentos alguém pode duvidar da intercessão de Nossa Senhora.  Nós temos uma Mãe, não somos órfãos e se uma mãe aqui da terra tira da boca para dar a seus filhos, imaginem Nossa Senhora que é toda santa, pura, imaculada e repleta de amor.
 
Romeiros
 
Todos os anos, cerca de 12 milhões de romeiros visitam Aparecida. Todos peregrinam por 100, 200, 300 quilômetros para agradecer uma Graça alcançada, para rezar e debruçar-se sob Maria. Em 2015, tive a oportunidade de acompanhar de perto essa fervorosa devoção. Vi de perto histórias de superação de grupos que reunidos encontram forças para caminhar na Via Dutra, cortando o Vale do Paraíba, até vislumbrarem a Basílica. Todos tem uma motivação própria para suportar o clima, o cansaço, os perigos (sim, existem muitos assaltos na Rodovia!), mas o objetivo de agradecer Nossa Senhora é muito maior do que tudo isso.
 
Toninho, líder do grupo de romeiros “Família Caminhada”, me contou que o grupo tem mais de 100 integrantes e saem todos os anos da Zona Leste de São Paulo e demoram até 5 dias para chegarem em Aparecida. Esse é só um exemplo dentre os milhões de romeiros que caminham até a cidade. Normalmente os grupos se reúnem entre 6 e 6h30 da manhã para uma oração e depois vão para a estrada.
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