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Síndrome do viajante

18/01/2019
 
Estamos no período das férias e das viagens com a família. E quem vai para longe, sempre sofre com os longos períodos na mesma posição, seja no carro ou nas apertadas poltronas de um avião. O grande problema é a imobilidade prolongada, que ocorre em diversos meios de transporte, assim como em viagens aéreas, e pode trazer grande risco para a saúde.
 
 
O Cirurgião Vascular e Radiologista Intervencionista Dr. Airton Mota Moreira, da Clínica CRIEP (Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa) explica que quando se fica muito tempo em repouso, a circulação pode se tornar mais lenta e levar o sangue a formar coágulos principalmente nas veias das pernas, conhecida como trombose venosa profunda (TVP) ou como “Síndrome do viajante”.
 
 
Na maior parte das vezes, o trombo se forma panturrilha, mas pode também instalar-se nas coxas e até nos membros superiores. O sintoma mais comum é inchaço de panturrilha, acompanhado ou não de dor e calor local.
 
 
 
“Trombos iniciados nas veias das pernas podem se fragmentar e produzir êmbolos, que podem migrar, por meio do fluxo de sangue, para o pulmão e provocar o bloqueio da circulação com infarto (obstrução) dos tecidos. Isto é conhecido como embolia pulmonar e que exige diagnóstico e tratamento rápidos”, ressalta o cirurgião.
 
 
 
Desta forma, após o diagnóstico de uma TVP é fundamental instituir o tratamento adequado para evitar a complicação mais grave e fatal que é a embolia pulmonar.
 
 
 
“Em alguns casos de trombose, procedimentos intervencionistas, como o implante do filtro de veia cava, podem ser necessários. Ele consiste em um dispositivo metálico semelhante a um ‘guarda-chuva’ que é introduzido na circulação por meio da punção da veia femoral (virilha) ou jugular (pescoço), sob anestesia local ou sedação. O objetivo deste material é evitar ou diminuir os riscos de embolia pulmonar, capturando trombos que eventualmente migrem para o pulmão a partir das pernas”, explica Dr. Airton.
 
 
O cirurgião completa que quando a embolia pulmonar já está estabelecida, técnicas intervencionistas podem ainda ser utilizadas para salvar a vida, promovendo a limpeza dos vasos do pulmão (trombólise pulmonar), reestabelecendo a circulação local. Neste tratamento, são injetadas drogas para dissolver coágulos por meio de cateteres.
 
 
Com relação às viagens de avião prolongada