Controlar a raiva pode não ser uma boa ideia, diz pesquisa

Fonte: Redação/Apoiar


(13/07/2010) - O desejo do presidente Barack Obama por descarregar alguma fúria sobre executivos do petróleo e banqueiros pode ter um sentido bem mais profundo que política. Milhões de pessoas vivem ou trabalham com clientes irritantemente calmos, que parecem estar com uma bateria emocional a menos, ou guardar seus sentimentos para uma ocasião especial. Pessoas que – diferente dos operadores de minas no golfo – possuem uma válvula antiexplosões que funciona bem demais.

O sangue frio tem seu lugar, especialmente em meio a uma crise; mas não se pode esquecer Sigmund Freud, que descreveu a desvantagem das paixões suprimidas. Essas exortações sendo direcionadas ao presidente poderiam facilmente ser dirigidas a inúmeros colegas de trabalho, cônjuges, amigos (ou a si mesmo):
Perca o controle. Apenas uma vez. Veja o que acontece.

“Uma razão para estarmos tão sintonizados às emoções dos outros é que, quando se trata de uma emoção real, ela nos diz algo importante sobre o que importa para aquela pessoa”, disse o Dr. James J. Gross, psicólogo da Universidade de Stanford. Quando ela é reprimida ou amolecida, acrescentou ele, “as pessoas pensam: ‘Droga, você não é como nós, você não se importa com as mesmas coisas com as quais nós nos importamos’”.

O estudo do que os psicólogos chamam de regulação de emoções é razoavelmente recente, e por motivos óbvios tem focado muito mais em paixões indomadas do que na variedade domesticada. A emoção fugitiva define muitos problemas mentais, enquanto o comedimento é geralmente associado à boa saúde mental, da infância à velhice.

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By Alsite