(16/07/2010) - Com asfalto incompleto e sem sinalização, a Avenida Ricarte Soares Silva, que divide os bairros Jardim Cambuí e Marambaia, se tornou motivo de preocupação para pedestres, motoristas e moradores daquelas redondezas. Perigosa e confusa, quem vive próximo da via afirma ser difícil passar uma semana sem presenciar algum acidente no local. A principal causa seria a indefinição dos sentidos de circulação dos veículos. A pista foi criada para ser mão única, mas os motoristas trafegam por ali nos dois sentidos. Eles alegam que tentam evitar a terra e os buracos que existem num dos lados da pista. Insatisfeitos com a situação, os moradores pedem uma solução para o problema.
O gerente de um posto de gasolina localizado do canto direito da Avenida, próximo ao Marambaia, disse que já presenciou diversos acidentes no local. “A falta de sinalização tem trazido muitos riscos. Aqui é uma confusão. Ninguém sabe por onde entra, ou se estão errados ou não”, disse Ismael Corrêa.
Para o sapateiro Vicente de Paula Carlos, morador do Jardim Cambuí, a falta de lombadas, sinaleiro ou placas de sinalização colaboram para a confusão. “Claro que os motoristas vão optar por onde está uma rua lisa, com asfalto novo, do que a terra e o buraco”, disse.
Moisés Eduardo Neto, dono de uma borracharia na parte sem asfalto, do lado do Jardim Cambuí, já sentiu de perto o perigo da Avenida Ricarte Soares Silva. “Meu irmão sofreu acidente aqui na semana passada. Ele estava de moto, descia outro carro rapidamente e bateram de frente. Queremos uma solução para este local. Será que vão esperar morrer alguém?”, disse.
Segundo o presidente da Emdef (Empresa Municipal para Desenvolvimento de Franca), João Marcos Rodrigues, não há previsão para asfaltar o trecho com problemas. “Estamos dependendo do loteador terminar os serviços de galerias. Não há como fazer a captação de água por cima do asfalto. Esperamos o trabalho deles para podermos dar continuidade, não há datas previstas”, disse.
“Não é necessário placas”
O Tenente Sérgio Buranelli, responsável pela Divisão de Trânsito do município, disse que já tinha conhecimento da confusão de vias, mas que os motoristas se fazem de desentendidos. “Não há dúvidas quanto aos sentidos da Avenida. Sentido centro-bairro (no asfalto) a mão é única e para quem volta sentido bairro-centro (sem asfalto), a mão também é única. Não há necessidade de emplacar lá porque o motorista já sabe. Ninguém quer é passar pela terra”, disse.
Apesar de não concordar com a necessidade de colocação de placas de sinalização naquela Avenida, Sérgio Buranelli disse que nesta sexta-feira estará no bairro para averiguar o que está acontecendo. “Vou ver o que eu posso fazer para ajudar os motoristas a cumprirem a legislação”, disse.
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